O Câncer

O termo câncer é usado genericamente para um grupo de doenças não contagiosas, que podem ocorrer em qualquer tecido do organismo e cuja característica principal é a falência dos mecanismos que regulam o crescimento, proliferação e morte celular.

Devido ao alto poder de agressividade destas células “modificadas”, o câncer pode apresentar invasão regional (vasos sanguíneos ou linfáticos) ou mesmo à distância do seu sítio de origem, o que determina as metástases.

Tipos de Câncer

Na faixa etária que compreende dos 0 aos 19 anos, as neoplasia mais freqüentes incluem as leucemias (tumores da medula óssea), os tumores de sistema nervoso central e os linfomas (tumores do sistema linfático), diferentemente dos adultos em que há predomínio das neoplasias do sistema de revestimento dos tecidos (carcinomas).

 

De acordo com a *Classificação Internacional do Câncer Infantil segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) de 1996, os principais grupos diagnósticos são:

  1. Leucemias
  2. Linfomas e Neoplasias Reticuloendoteliais
  3. Neoplasias do Sistema Nervoso Central e Neoplasias Intracraniais e Intraespinhais Mistas
  4. Tumores do Sistema Nervosos Simpático
  5. Retinoblastoma
  6. Tumores Renais
  7. Tumores Hepáticos
  8. Tumores Ósseos Malignos
  9. Sarcomas de Partes Moles
  10. Neoplasias de Células Germinativas, Trofoblásticas e Gonadais
  11. Carcinomas e outras Neoplasias Epiteliais Malignas
  12. Outras Neoplasias Malignas Inespecíficas
*Esta classificação é utilizada pelos Registros de Câncer de Base Populacional de cada Estado, para que a nomenclatura fique uniforme.

Como Prevenir?

Sabemos que no câncer do adulto os principais determinantes são os fatores exógenos (hábitos de vida, infecções, ambiente de trabalho). Entretanto, na faixa etária pediátrica, ainda não existe um fator único responsável por este mecanismo de produção de células neoplásicas, mas algumas condições que, de maneira conjunta ou não, podem ser atribuídas como carcinogênicas, como o fator genético (a criança nasce geneticamente predisposta a ter uma neoplasia que não necessariamente implica a hereditariedade), a exposição a determinados fatores ambientais (como a radiação solar, irradiação, agrotóxicos, alimentos embutidos ou que possam conter aflatoxinas, determinadas infecções virais, entre outros) e ainda podem ser implicados na etiologia do câncer infanto-juvenil, as condições gestacionais da mãe (uso de drogas na gravidez, irradiação, certas infecções virais, excessivo consumo de alimentos industrializados principalmente os embutido e os diets e lights).

Tendo-se em mente esta multicausalidade e as diferenças do padrão do adulto, prevenir câncer na infância envolve desde um processo de educação em saúde que inclui ações de esclarecimento ao público e capacitação contínua de profissionais até mesmo estudos cada vez mais detalhados dos mecanismos moleculares envolvidos nas principais alterações genéticas que as crianças portadoras de neoplasias podem apresentar. Isto torna muito limitado o campo de atuação da saúde pública no que se refere à prevenção de câncer infanto-juvenil.

 

Para tanto, os maiores estudos comprovam que a grande arma para o controle e combate das neoplasias infantis é o Diagnóstico Precoce. Todas as medidas realizadas na tentativa de se detectar um câncer o mais cedo possível, confirmam a diminuição das taxas de morbimortalidade desta patologia.

Como Detectar?

Não existe um exame complementar único capaz de diagnosticar um câncer infantil, mas uma somatória entre história clínica detalhada do paciente, exame físico e alguns exames úteis para comprovarem o diagnóstico. Cada tipo de neoplasia requer uma abordagem própria, por exemplo, a leucemia que é o tumor de medula óssea, necessita de um mielograma (aspirado da medula óssea) para confirmação. Já um tumor sólido (de rim. por exemplo), necessitará de exames de imagem (tomografia, ultrassonografia) para um melhor diagnóstico e tratamento. Na verdade, o que faz a grande diferença é a criança ou o adolescente ser levado a um serviço de saúde especializado em oncologia pediátrica se houver surgimento de sintomatologia suspeita.

Legislação Específica

As principais normas que determinam as Políticas de Atenção Oncológica são:

  1. Portaria GM/MS nº 2.439 de 8 de dezembro de 2005, que institui a Política de Atenção Oncológica;
  2. Portaria SAS/MS nº 741, de 19 de dezembro de 2005 que regulamenta a Assistência de Alta Complexidade na Rede de Atenção Oncológica.
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